A Associação de Pilotos de Grandes Prêmios (GPDA), recentemente, expressou descontentamento com as ações disciplinares adotadas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A GPDA defende que os profissionais do esporte, os pilotos de Fórmula 1, deveriam receber tratamento idôneo ao de adultos, sem imposição de regras demasiadamente rígidas.
Surgiu a posição depois de ocorrerem episódios que envolveram multas aos pilotos Max Verstappen e Charles Leclerc. A isto, acrescentaram que sua linguagem foi interpretada como inapropriada. A GPDA quer que a FIA focalize suas estratégias na segurança e qualidade do esporte, em vez de aplicar penalidades por questões que consideram insignificantes, como o uso de joias e a linguagem durante as corridas.
Em consonância com isso, a GPDA apelou para que a linguagem dos pilotos seja interpretada considerando o contexto, distinguindo entre insultos diretos e expressões casuais. Na sua declaração, a associação destaca a importância de priorizar a performance e o espetáculo do esporte, além de conceder aos pilotos a liberdade de expressarem suas emoções de forma espontânea.
Além disso, a GPDA aponta para a falta de transparência nos recursos arrecadados pelas multas. Especificamente, a associação solicita que o destino desses recursos seja claro, visando apenas o bem-estar do desporto como um todo. Para isso, defende um diálogo mais aberto entre a FIA, as equipes e a GPDA para determinar o destino desses recursos.
É também crítica da GPDA a abordagem recente da FIA em impor regras sobre o uso de joias durante as corridas. A associação defende que os pilotos são adultos responsáveis e capazes de tomar suas próprias decisões, sem necessidade de regras que não estejam diretamente relacionadas à performance ou à segurança nas corridas.
O relacionamento respeitoso entre a FIA e os pilotos é também destacado pela associação, sugerindo que a comunicação deve ser orientada de modo a fortalecer a união entre todas as partes do esporte. A GPDA está convencida de que uma colaboração aberta pode melhorar a performance e a imagem do esporte.
Nos últimos três anos, a GPDA tem se firmado na exigência de que a FIA revele como os fundos provenientes de multas são utilizados. A associação ressalta que a falta de transparência pode transmitir uma imagem negativa do esporte ao público e patrocinadores.
Com representantes influentes como Sebastian Vettel e George Russell, a GPDA busca promover o esporte de maneira benéfica para todas as partes envolvidas, desde os pilotos até os fãs. Convida todas as partes a trabalharem juntas para garantir a sustentabilidade e popularidade futura da Fórmula 1.
A GPDA não apenas deseja colaborar de forma construtiva, mas reafirma seu compromisso com um esporte mais transparente e justo. Através de diálogos constantes com a FIA, a associação espera que suas sugestões sejam levadas a sério e contribuam para um ambiente mais positivo e equilibrado para o futuro da Fórmula 1.